sábado, 26 de dezembro de 2009

Medo

Eu não consigo explicar o quanto é difícil voltar a escrever aqui. Penso em mil coisas legais, temas maravilhosos... Mas a minha cabeça fica em branco quando eu abro essa página para postar. Eu não sei bem porque. Na verdade, eu sei sim. Eu tenho medo.

Eu sempre tive medo de muitas coisas. Medo de andar de bicicleta. Medo de perder meus pais. Medo de andar sozinha. Medo de filmes de terror. Medo de desapontar os outros. Medo de aranhas. Medo de crescer. Medo, medo, medo.

E o medo que eu tava sentindo ao postar aqui era de me decepcionar. Medo de perder as esperanças, de não agradar. Medo por causa de uma crítica duríssima de uma pessoa que eu gostava muito.

E quanto mais eu pensava, mais eu temia. Quanto mais eu lembrava, mais doía e eu tinha vontade de largar tudo de mão. E por um tempo foi isso que eu fiz. Deixei o blog de lado, fui vivenciar outras coisas. Mas pode parecer loucura, eu acabei cometendo os mesmos erros e, quando as coisas ficaram mais sérias, novamente eu tive medo. Claro, o medo é normal. Mas paralisar tudo, largar, desistir... Não, isso não é normal.

E eu resolvi parar, desistir de tudo. Mas isso não me satisfez. Continuei com uma chama acesa de esperança, que me dizia que não era isso que eu tinha que fazer. E revirando minha memória, lembrei de quando eu desisti do blog, de quando eu senti medo, tristeza e desisti de algo que eu gostava muitíssimo porcausa da opinião de uma pessoa. E mexer nessa ferida mal cicatrizada doeu pra burro.

Então eu percebi. Mas por que diabos eu dava tanta importância pra opinião de uma pessoa? Pra opinião de algumas pessoas? Ora, eu sempre gostei de agradar. De dar meu máximo. Mas por que eu fazia das palavras de uns a sabedoria máxima? E as minhas próprias? Não significariam nada?

E foi com essas interrogações que eu resolvi voltar. Resolvi me dar uma segunda chance. Por mais que tenha machucado, a queda vai me ajudar a prosseguir. Assim eu espero, e por isso estou aqui, tentando escrever qualquer coisa que tenh sentido na minha cabeça, mesmo que não seja ainda todo o meu máximo, todo o meu potencial. Pelo menos, eu dei um basta no meu medo.

Não vai ser fácil. Tomara que não seja. Afinal, o desafio é mais interessante que as questões mais fáceis ou que o desânimo. Não faço muita questão e acertar. Pelo menos vou tentar. E vou deixar os medos velhos pra trás e adquirindo novos. E assim sucessivamente.

E sabe o que eu reparei? Minha cabeça não está mais em branco! Viu? É só uma questão de dar a partida...

1 comentários:

Mayara Vidal disse...

Carol,
admiro muito sua inteligência e principalmente sua capacidade de transmitir toda essa inteligência em palavras, nunca deixe que ninguém tire isso de você viu?! Muitas vezes as críticas que recebemos são fruto da inveja de pessoas que querem tirar de nós algo bom que temos só porque essa pessoa não pode ter.
Tô com saudades meninaaaa
bjos